Trabalhador causa prejuízo de quase R$ 1 milhão após usar produto errado e destruir lavoura de milho em Goiás

  • 20/10/2026
(Foto: Reprodução)
Trabalhador causa prejuízo de quase R$ 1 mi após usar produto errado e destruir lavoura Um trabalhador rural causou prejuízo de R$ 900 mil após usar um produto errado e destruir a lavoura de milho na fazenda em que trabalhava em Mineiros, no sudoeste de Goiás. Segundo o Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região (TRT-GO), o trabalhador recorreu à Justiça após ser demitido por justa causa devido ao erro, mas não conseguiu reverter a medida. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp A decisão foi tomada em segunda instância no TRT-GO pela desembargadora Wanda Lúcia Ramos da Silva, no final de setembro. O g1 tentou contato com a defesa do trabalhador rural, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Ele foi demitido após trocar um fungicida por um herbicida, que teria causado a morte da plantação. O trabalhador entrou na Justiça contra a demissão por justa causa alegando que não teve culpa exclusiva no prejuízo, que o laudo agronômico unilateral era insuficiente e que houve culpa da empregadora. Além disso, o trabalhador argumentou que não houve comprovação do prejuízo no montante de R$ 900 mil. Imagens das espigas de milho destruídas por causa de produto errado que foram anexadas ao processo Reprodução LEIA TAMBÉM: Fim da escala 6x1: garis viralizam com vídeo comemorando a mudança Operação resgata mais de 50 trabalhadores em condições análogas à escravidão em Goiás Diarista é reconhecida como autônoma e tem vínculo de emprego negado pela Justiça Julgamento na 1ª instância Na primeira instância, o tribunal manteve a demissão por justa causa após entender que a troca do fungicida pelo herbicida causador da morte da plantação de milho seria uma “negligência gravíssima” no desempenho das funções. Segundo a fazenda, o trabalhador confessou o erro na hora da aplicação na lavoura. “O laudo agronômico e a análise laboratorial identificaram a presença de haloxifope como causa direta da morte da cultura, e a reclamada comprovou o fornecimento de treinamento específico ao reclamante”, analisou a desembargadora na decisão. Em contrapartida, o trabalhador alegou que conferira os produtos duas vezes. “O próprio reclamante admitiu que conferia os produtos duas vezes, ao carregar e já sobre o caminhão, e que dispensava a leitura do rótulo na dosagem porque "já sabia só de olhar no galão", o que revela não a impossibilidade material de identificar o produto, mas a omissão no dever de conferência que a própria rotina lhe impunha”, relatou a desembargadora. TRT-GO manteve demissão por justa causa de vigilante que apresentou atestado médico e publicou fotos em churrasco nas redes sociais Divulgação/TRT GO Uma das testemunhas no processo foi o fornecedor de insumos da fazenda, que alegou que a análise apontou a presença de Haloxifope, substância usada para eliminar o milho das plantações de soja. Segundo o fornecedor, a substância correta a ser aplicada era o fungicida Difenoconazol. “Indagada especificamente acerca das embalagens, a testemunha esclareceu que 'todas as embalagens, elas vêm bem escrito, nitidamente ali o nome do produto. E é diferente. Quando você lparte do nome, Difenoconazol, ele é totalmente diferente de Haloxifope', informou a desembargadora. Além de manter a demissão por justa causa, a Justiça também negou ao trabalhador o pedido de adicional de insalubridade e o pagamento de horas extras, bem como negou à fazenda o pedido de compensação dos prejuízos causados pelo dano à lavoura. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

FONTE: https://g1.globo.com/go/goias/noticia/2026/10/20/trabalhador-causa-prejuizo-de-quase-r-1-milhao-apos-usar-produto-errado-e-destruir-lavoura-de-milho-em-goias.ghtml


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