Onça recebe prótese de titânio após quebrar dente em Goiás
27/05/2026
(Foto: Reprodução) Onça símbolo do Pantanal passa por tratamento dentário em Goiás
A onça Apoena, que é filha da Amanaci, que se tornou símbolo dos incêndios no Pantanal em 2020, recebeu uma prótese de titânio no dente após fraturar o canino ao morder a tela do recinto onde vive, no Instituto Nex, em Corumbá de Goiás, no Entorno do Distrito Federal. Em entrevista ao repórter Fábio Castro da TV Anhanguera, o dentista veterinário Floriano Pinheiro explicou que a técnica utilizada na onça é mais rápida, segura e precisa.
Segundo o especialista, a técnica já é muito utilizada em animais como o Apoena, mas com os equipamentos que foram utilizados, e em uma onça-pintada, essa foi a primeira experiência realizada no país.
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“A utilização de prótese já é bastante difundida em animais como o Apoena, mas com o uso de um escaneamento digital e com a utilização do tipo de material que foi utilizado, é a primeira vez [que a prótese é utilizada]. É uma técnica mais rápida, mais segura, mais precisa e com um material que possui propriedades que são mais vantajosas para esses animais", explicou.
Ainda em entrevista à TV, o dentista informou que a prótese corre o risco de fraturar, mas que até que isso ocorra, o dente fará perfeitamente sua missão na boca do animal.
“Corre, claro, o risco de fraturar, mas até lá esse dente vai estar funcional e cumprindo a missão e função que ele teria na cavidade oral", disse Floriano.
A prótese foi colada em cima do dente quebrado, e é semelhante à técnica usada em humanos.
A onça Apoena recebeu uma prótese de titânio no dente após fraturar o canino ao morder a tela do recinto onde vive
Reprodução/ TV Anhanguera
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Criação em cativeiro
O Apoena foi diagnosticado em 2023 com um problema na visão, o que impediu que ele pudesse sair do cativeiro em Corumbá de Goiás e ir para o Pantanal viver livre.
Ana Carolina Rodarte, médica veterinária que cuidou e diagnosticou Apoena na época, explicou que o animal possui ausência das células da retina. “As células da retina, responsáveis pela visão no escuro, estão ausentes. As onças são animais noturnos. Se ela não está enxergando à noite direito, isso prejudica a caça dela", explicou.
O médico veterinário, responsável técnico do Instituto Nex, Thiago Luczinski, explicou que, desde que nasceu, o animal estava saudável, ativo e interagia bem com a mãe. No entanto, os pesquisadores começaram a notar certos comportamentos diferentes em Apoena com o passar do tempo, dando sinais de problemas de visão.
"Ele demorava para achar a carne. A gente se movimentava ao redor do recinto e ele olhava só quando fazia barulho, senão ele não conseguia acompanhar a gente com o olhar, explicou Thiago.
Amanaci
A mãe de Apoena, a onça-pintada Amanaci, teve as patas queimadas durante os incêndios e foi levada ao instituto, onde passou por tratamentos para se recuperar, mas não teve condições de voltar para a natureza devido às sequelas dos ferimentos.
Foi lá que a onça se relacionou com o Guarani, outro animal da mesma espécie que também não tem condições de voltar à natureza. Dessa união, nasceu o Apoena.
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