Merenda de alunos que passaram mal em escola estadual de Formosa não estava contaminada, aponta laudo
10/06/2026
(Foto: Reprodução) Laudo descarta contaminação em merenda de escola de Formosa
A merenda consumida por alunos que passaram mal em uma escola estadual de Formosa, no Entorno do Distrito Federal, não estava contaminada, segundo apontou um laudo laboratorial preliminar feito em amostras de um escondidinho de carne com batata servido no Colégio Estadual Professor Sérgio Fayad Generoso. Segundo reportagem da TV Anhanguera, a análise realizada por um laboratório especializado em Brasília, a pedido da Secretaria de Estado da Educação de Goiás (Seduc), indicou que o alimento estava dentro dos padrões legais vigentes.
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De acordo com a reportagem, apesar do resultado negativo para bactérias ou microrganismos nesta primeira análise, outros dois laudos são aguardados como parte da investigação da Vigilância Sanitária de Formosa. Entre eles, o resultado de uma contraprova que está sendo feita pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), em Goiânia.
Também foram realizadas coletas de amostras da água utilizada na unidade escolar para verificar possíveis irregularidades. O resultado desta análise deve ser divulgado nesta quarta-feira (11).
O caso aconteceu no dia 28 de maio, quando alunos relataram mal-estar após consumirem a refeição. Três precisaram de hospitalização com suspeita de intoxicação alimentar.
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Em nota à TV Anhanguera, a Seduc afirmou que acompanha o caso desde o início e que, embora considere o episódio um fato isolado, as apurações prosseguirão para evitar que situações semelhantes voltem a ocorrer.
Relatos de alunos e familiares
Em um vídeo enviado à TV Anhanguera, o mestre de obras Weslei Lopes de Oliveira contou que suas duas sobrinhas estavam entre os estudantes afetados.
“Mais de 100 crianças, inclusive minhas duas sobrinhas, passaram mal. Uma desmaiou, quase caiu da escada. A outra está internada agora, esperando o médico dar a resposta”, relatou.
Para a reportagem, a escola informou que o cardápio do almoço era composto por arroz, feijão de caldo, escondidinho de carne moída, salada de repolho com tomate e laranja. A suspeita era de que o escondidinho de carne pudesse ter causado a suposta intoxicação.
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Em nota ao g1 no início da investigação, a Secretaria de Estado da Educação de Goiás (Seduc) informou que a Coordenação Regional de Educação (CRE) apurava o caso. "Após o consumo de alimentos, vários estudantes relataram sintomas de mal-estar, incluindo dores estomacais, náuseas, vômitos e sensação de desmaio", destacou (leia na íntegra ao final do texto).
Centro de Ensino em Período Integral Professor Sérgio Fayad Generoso, em Formosa
Reprodução/TV Anhanguera
Vistoria da Vigilância Sanitária
Ao g1, Eric Tostes, fiscal sanitário de carreira e atual coordenador da Vigilância Sanitária Municipal, relatou que, imediatamente, a diretora da escola procurou pessoalmente o órgão para informar que alguns alunos haviam apresentado sintomas como enjoo, ânsia de vômito e diarreia. Na ocasião, havia a suspeita sobre a refeição servida no almoço de 28 de maio e, por precaução, decidiu suspender as aulas e a alimentação no dia seguinte.
Após a notificação, uma equipe formada por três fiscais sanitários, incluindo o próprio coordenador, e uma nutricionista realizou uma vistoria no colégio. Segundo Eric, foram inspecionadas a cozinha, a despensa, os procedimentos de preparo dos alimentos, as condições de armazenamento dos insumos, a higienização dos utensílios e dos bebedouros.
“Nós procuramos por indícios de possível contaminação cruzada, por falhas nos procedimentos de produção das refeições e por qualquer fator que pudesse comprometer a segurança sanitária dos alimentos”, explicou. No entanto, segundo ele, a inspeção não encontrou evidências de irregularidades.
Segundo o coordenador, a carne moída usada no almoço foi analisada e não apresentava características que indicassem qualquer problema sanitário. No entanto, como já havia sido descongelada e não seria utilizada, foi descartada.
Além das medidas adotadas dentro da escola, a Vigilância Sanitária anunciou uma força-tarefa nos estabelecimentos comerciais localizados nas proximidades do colégio. O objetivo é verificar se houve alguma falha sanitária ou a comercialização de alimentos que possam estar relacionados aos casos registrados.
Nota da Secretaria de Estado da Educação de Goiás
Em atenção à solicitação de informações sobre uma ocorrência envolvendo estudantes do Colégio Estadual em Período Integral (Cepi) Professor Sérgio Fayad Generoso, em Anápolis, a Secretaria de Estado da Educação de Goiás (Seduc/GO) informa:
- Na última sexta-feira (29/05), a Coordenação Regional de Educação (CRE) de Formosa iniciou a apuração de uma ocorrência registrada na unidade escolar. Após o consumo de alimentos, vários estudantes relataram sintomas de mal-estar, incluindo dores estomacais, náuseas, vômitos e sensação de desmaio.
- Conforme informações da CRE, logo ao tomar conhecimento da situação, a equipe gestora da unidade escolar adotou todas as providências necessárias para o atendimento dos envolvidos, comunicou os órgãos de saúde competentes e prestou suporte aos estudantes e servidores.
- A unidade escolar encaminhou amostras dos alimentos servidos naquele dia para um laboratório especializado em Brasília (DF), onde serão realizadas análises técnicas com o objetivo de auxiliar na identificação das possíveis causas dos sintomas relatados.
- Na manhã desta segunda-feira (01/06), está sendo realizada uma reunião com toda a comunidade escolar para prestar esclarecimentos sobre a situação e sanar eventuais dúvidas.
- As equipes do Núcleo de Atendimento à Saúde do Estudante e da Gerência de Alimentação Escolar da Seduc/GO estão na unidade acompanhando o caso. Após o atendimento e o suporte a todos os envolvidos, será dado prosseguimento à apuração dos fatos.
- A Seduc/GO reforça que toda a alimentação escolar produzida e servida nas unidades da rede estadual segue rigorosos padrões de qualidade. Ressalta, ainda, que as circunstâncias da ocorrência permanecem sob análise dos órgãos e laboratórios competentes.
Secretaria de Estado da Educação - Governo de Goiás
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